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Ando meio filosófica, pensativa, lendo sobre diferentes modos de entender a vida, o quotidiano, espiritualidade. Talvez não faça lá muito sentido do jeito que falo, mas o fato é que ando prestando atenção no que é que cada situação me traz.
Assim como to interessadíssima em estudar maneiras de prestar atenção ao corpo, quero prestar atenção nas maneiras de me/nos relacionar com as pessoas ao redor e as situações que aparecem a cada 5 minutos.
"E daí?" você me pergunta. 

Daí que pedalando por Pomerode reparei nas goiabeiras carregadas, dando tanta fruta que a gente mal sabe o que fazer com tudo isso.
Lembrei que a Dede, uma amigona, me disse que deveria publicar uma receita de frapuccino - uma bebida doce, cremosa e refrescante, que ela gosta de tomar no starbucks.

A rigor, frapuccino é uma  versão de frappé. Era pra ser uma bebida batida até se tornar aerada e cheia de bolhinhas, costuma levar café e é comum adicionar açúcar, baunilha, creme.
E qual é a diferença em relação a vitaminas, café gelado, capuccino gelado? Bom, é um pouco difícil definir. Ao que parece, a diferença está justamente nas bolhinhas, no ar incorporado. Pra isso, se bate no liquidificador por mais tempo.


Eu duvido, sinceramente, que exista alguém que não goste de pastel. Claro que não estou falando de pastéis meio frios, meio murchos, pingando óleo. Não.
Estou falando de pastel fresco, quentinho, crocante, caprichado. Frito em óleo novo. Desse aí não é possível desgostar.
Um feliz complemento eventual ao almoço do dia-a-dia, um lanche rápido na feira (junto daquele copo de caldo de cana gelado), ou ainda um belo petisco para servir com cerveja: eis a receita de hoje.
Depois de experimentar as quatro receitas que encontrei nos cadernos da minha avó Nelci, escolhi aquela que ficou do jeitinho do pastel que ela preparava, e aqui vai.


Lembra uma vez que eu disse um dos motivos que me faz considerar avós tão ninja?
Elas são sensacionais! Não importa que alguma coisa saia errada ou fora do esperado, elas têm uma habilidade inacreditável de transformar alguma coisa em outra coisa. Uma que dê certo. 
Isso é particularmente verdade na cozinha, mas se aplica a outras áreas do conhecimento, com certeza. 
Eu, que estou longíssimo de ser avó, pelo menos posso ir treinando meu lado ninja desde já.

Acontece que nos últimos tempos meu namorado e eu temos nos interessado um bocado por café. Temos experimentado variedades especiais, torras diferentes, acidez assim, aroma assado... Não que sejamos grandes entendedores do assunto, mas gostamos bem.
Aí, em um dia em que eu *precisava* beber café com o bolo que havia preparado, tava sem nem um grão em casa.
Bom, que dúvida? Desci no mercadinho da esquina e comprei café em pó mesmo, de uma marca comum. 
Pra minha surpresa, o paladar não gostou. Não achou nem ok. 
Ora, veja só, fiquei mal acostumada!
Aí é que precisei pôr a mente pra funcionar: como lidar com ½ kg de café que não gostei nadica?


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Pode vir à vontade, frio. Eu tenho chai latte

29/03/2013 - 1 Comentários - Receitas | Bebida, Chá

Tem gente que não gosta de frio, mas eu gosto.

Claro que no final do inverno fico ansiosa pelo verão e vice-versa, mas tenho a impressão de que quando fica mais friozinho e cinza lá fora, a casa da gente (e a gente mesmo) fica mais aconchegante, mais propenso a dividir o espaço com os outros, a comer junto.

Pra mim, os dias mais bonitos são os dias de inverno ensolarados.

Me lembram das férias de julho, que sempre achei mais divertidas e mais gostosas que as de dezembro.

Por algum motivo, acho mais família. Talvez porque a gente acaba passando mais tempo dentro de casa.

Lembro de mim sempre com um livro na mão, curiosa por saber da história.

Minha mãe com lápis ou tintas, um dos meus tios construindo aeromodelos ou qualquer coisa que exigisse uma certa engenharia, minha avó atarefada cuidando de todos nós e sempre com alguma coisa deliciosa no forno ou no fogão, meu irmão atrás dos bichos da casa, e por aí vai. Cada um no seu assunto, mas todo mundo por perto.