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Existe um certo tipo de alegria específico que vem dos dias que se pode passar inteiros vestida em calças de moletom. Porque:
a) a temperatura baixou um pouco, e isso sempre é bem vindo ao fim do verão; e
b) o ócio ganha espaço em meio a dias de muito planejamento e muita execução. 

De verdade, que coisa boa amanhecer sem despertador, ler na cama aquele livro que andava empacado, preparar uma receita fácil ligando o forno pra aquecer a cozinha um pouco. Sem pensar muito no que fazer a seguir.
Com uma só tigela preparo estes cookies macios com o crocante da castanha, são ótimos para beliscar, tomar café, fazer um lanche.

 


Eu duvido, sinceramente, que exista alguém que não goste de pastel. Claro que não estou falando de pastéis meio frios, meio murchos, pingando óleo. Não.
Estou falando de pastel fresco, quentinho, crocante, caprichado. Frito em óleo novo. Desse aí não é possível desgostar.
Um feliz complemento eventual ao almoço do dia-a-dia, um lanche rápido na feira (junto daquele copo de caldo de cana gelado), ou ainda um belo petisco para servir com cerveja: eis a receita de hoje.
Depois de experimentar as quatro receitas que encontrei nos cadernos da minha avó Nelci, escolhi aquela que ficou do jeitinho do pastel que ela preparava, e aqui vai.


O clichê a que o título de refere sou eu própria, yours truly. Como assim? Assim:

Assim, tenho passado um bom tempo em casa, cozinhando e escrevendo, e organizando o blog, e chega uma hora que dá um bode e preciso mudar de cenário. Aí está o clichê: apesar de ter muitas pautas em mente, deu uma certa falta de inspiração para escrever. Então fui a um café, e de repente não consigo parar de desenhar letras sobre o papel.
Geralmente, um parque perto da minha casa é o meu quintal. Mas com a chuvinha boa que está caindo, decidi ir conhecer este lugar onde queria ir há tempos. Me apaixonei.
Inclusive porque no trajeto à pé as idéias vão tomando forma sem que a gente nem perceba.

Quanto ao inusitado, é que outro dia me deparei com um belo maço de beterrabas que estava sem destino em casa, já que ando mais interessada nas ramas das beterrabas do que nelas próprias. Me lembrei de um vídeo todo bonitinho que uma amiga recomendou tempos atrás, onde aparecia a receita de um bolo sem farinha, de chocolate com beterraba. Ta aí uma combinação que eu não pensaria se ninguém me contasse que existe. E, olha, que delícia!



Todas as imagens e o texto neste post são de autoria de Gabriel Marzinotto.

 

Existem carrinhos de churros espalhados pela cidade toda, sempre com aquela massa doce acrescida de mais doce de leite, injetado por dentro. É gostoso, mas devo ser sincero: 
acho meio enjoativo, pesadão. É doce frito, cheio de óleo, injetado com mais doce ainda. Raramente como por aí. 
Também porque tenho memória afetiva de outro tipo de churro, que comia com minha família nas manhãs de domingo: a versão de roda do Churros da Moóca.


Foi no final de 2009/ início de 2010 que comecei a pegar o jeito de fazer biscoitos.
Eu sou o tipo da pessoa que pode errar muitas vezes, mas pelo menos erro prestando atenção, então vou lembrando dos erros e evitando eles cada vez que preparo uma receita. Depois de algum tempo (às vezes demorado, às vezes rápido) aprendo a acertar.
Bom, o caso foi que meu irmão só viu biscoitos que eu fiz quando eu já estava mais pro lado do acerto, e lembro de ele ter ficado impressionado. Fiquei tão contente de ele gostar dos doces, que quando dá (quando minha mãe me visita) faço alguma coisa pra mandar pra ele. Aí que eu quis fazer um bolo pro aniversário dele que fosse muito bonito e amoroso.