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Férias e falafel.

05/06/2014 - 1 Comentários - Receitas |

Faz tanto tempo que eu queria publicar essa receita de falafel, que já a associei a um bocado de assuntos diferentes, pensando no texto do post.

Dado o avançado da hora, não vejo sentido em associar com qualquer outra coisa que não seja férias (além do mais, achei que dava um título sonoro. "Férias e falafel". Não? :)

Um dos assuntos que surgiu tinha a ver com uma situação que me irrita bastante.

Aí pensei "ah, sabe o quê? Que besteira. Não vou ficar discorrendo sobre chatices numa hora dessas".

A melhor coisa das férias é justamente desacelerar de tudo o que tiver se desgastado (ou nos desgastado) no quotidiano - tanto faz se temos vários dias para descansar ou se são só dois, três.

Mesmo que a pausa seja curta, temos essa vantagem de contar o tempo em ciclos; vivendo dia a dia, ano a ano, para ter términos e recomeços constantemente.

Quando termina um período, tudo o que for desnecessário fica pra trás, não precisa nos acompanhar no dia seguinte, no ano seguinte.

Que beleza, não? A única coisa que precisamos fazer é lembrar de deixar as coisas para trás.

Aproveitando esse verãozão, vamos é passar tempo com a família, andar só de chinelo todo dia, cozinhar ouvindo música, disputar o espaço na rede, e ver se diminui um pouco a pilha de livros esperando para serem lidos.

Agora, falafel. Caso tenha alguém que não o conheça, apresento:

É um bolinho frito feito com grão de bico, cebola, coentro, pimenta e mais alguns temperos opcionais, tradicional da culinária árabe.

A receita que eu tenho veio do cooksnaps.
Falafel é uma boa tanto para dias de trabalho enlouquecido quanto para dias de aproveitar uma preguiça sem deixar de lado um almoço gostoso.

São bolinhos fofinhos por dentro, crocantes por fora, bem temperadinhos. Ficam excelentes com uma saladona crua e/ou um pouco de hommus (pasta de grão de bico), um pouco de coalhada seca, babaganuj (pasta de beringela tostada). Pensei em comer com lentilha ensopada também.

1 xícara (aprox 150g) de grão de bico seco, sem cozinhar

1 1/2 colher de sopa de farinha de trigo

1 cebola pequena picada

1 dente de alho

1/8 colher de chá de pimenta caiena (ou à gosto. Essa pimenta é das bravas)

1/8 colher de chá de pimenta do reino

1 colher de chá de cominho moído

1/2 colher de chá de coentro moído

3 colheres de sopa de coentro ou salsa fresca picada

1/2 colher de chá de sal

Opcional: uma pitada de cardamomo moído

Óleo para fritar, o quanto baste para cobrir 2,5cm no fundo de uma panela média. (Usei canola, na receita original recomenda-se óleo de semente de uva - que honestamente, nunca vi à venda para fins culinários por aqui. Apenas para uso externo).

(Medida da xícara: 240ml).

Bom, tudo começa lavando o grão de bico em água corrente, e colocando de molho em  água fria. Das vezes que fiz, deixei de molho durante a noite, mas acho que umas 6 horas seria tempo suficiente.

Na hora de preparar, escorri muito bem o grão de bico,  piquei o alho, a cebola e o coentro fresco grosseiramente, e misturei todos os ingredientes em uma tigela - menos o óleo, claro.

* no dia da foto abaixo, usei orégano em vez de coentro, porque era o que eu tinha à mão. Mas o coentro é que é o bacana.

Bati os ingredientes, em pequenas porções com o meu fiel liquidificador, até que a mistura ficasse como uma farofa grossa (se quiser, pode usar um processador de alimentos, só cuide para não deixar a massa ficar muito homogênea/pastosa).

Deixei a massa descansar por 1 hora na geladeira, coberta, para que as bolinhas mantivessem a forma firme na hora de fritar. Se não der tempo, não é um problema.

A massa deve estar firme o suficiente para moldar bolinhas com as mãos, mas não deve ficar compacta. Se elas não estiverem segurando a forma, tente adicionar farinha aos poucos.

Depois de moldar 8 bolinhas levemente achatadas, deixei descansar mais um pouco na geladeira. Se não puder, paciência.

Na hora de fritar, coloquei uns 2cm de óleo na panela e aqueci sobre fogo médio/alto até começar a ver bolhinhas. Joguei um pedacinho de massa crua para testar a temperatura, se começar a fritar imediatamente a temperatura está boa.

Perdoem a falta de precisão, sou um zero à esquerda no campo de frituras.

Ok. Coloquei um primeiro falafel solitário para fritar, pra ter certeza de que a massa seguraria a forma e deu tudo certo. Talvez ele pareça que vai desmanchar, mas depois de alguns segundos no calor fique firme. Se ele realmente desmanchar, pode ser que precise processar a massa um pouco mais finamente ou adicionar um pouco mais de farinha.

Como não tive problemas quanto a forma, prossegui. Quando o falafel ficou marrom do primeiro lado, virei na panela e deixei até o segundo lado ficar marrom. Veja, cada lado deve demorar de 2 a 3 minutos para fritar. Se for mais rápido que isso, diminua o fogo. Do contrário eles ficam crus no centro.

Se for muito mais demorado que isso, aumente um pouco o fogo, se não eles absorvem óleo e ficam pesadões.

Conforme fui tirando os falafels da panela, coloquei sobre um prato com papel toalha para absorver o excesso de gordura. Coloquei uma tampa de panela em cima do prato para manter o calor, e assim que terminei servi imediatamente.

Essa quantidade de massa rende falafel para duas ou três pessoas, dependendo dos acompanhamentos.

Também vale servir como petisco.

Para quem precisar de um empurrãozinho para entrar no clima de férias, nesse link tem uma lista de músicas que fiz e deu vontade de dividir.

Pretendo trazer novidades em 2014, vamos torcer para que tudo saia depressa.

Enquanto isso, vão aproveitando as festas por aí, que eu vou aproveitando por aqui.

Beijos, e até logo!

20/06/2014 14:45:35

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Comentário
excelente post, parabéns

Resposta da Flora
Hey muito obriagada! Volte sempre, se testar a receita me conte que tal saiu.

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