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De manhã, cérebro começando a funcionar (mais ou menos).
O corpo ainda morno da cama, e os pensamentos ainda gostosamente vazios, aos poucos lembrando os compromissos do dia, se precisa levar guarda-chuva, qual roupa usar.
Cortar umas frutas, coar café, aquecer o leite para a primeira refeição. Na pressa, fogo alto.

Se o leite for de vaca, pode acabar entornando espuma no fogão e lá se vai a paz de espírito.
Se for leite vegetal, a surpresa chata pode ser outra: que o leite talha sob altas temperaturas, sabe? Fica uma porção aguada misturada com uns grumos, nada atraente.

Como lidar?


Convenhamos que “não tenho tempo” é uma expressão que define prioridades. Afinal, a questão não é “o quanto” se tem, e sim quais são as atividades a que a pessoa dá importância e dedica seu tempo.
Se nos ocupamos de muitas coisas que não nos fazem crescer ou sorrir (de preferência, crescer e sorrir), parece que é hora de mudar. Quando a gente percebe algo que é importante, dá-se um jeito de fazer com que este algo aconteça com frequência.

Por exemplo: tomar café da manhã com calma no cotidiano é um luxo? Pode até ser, mas quando começo o dia devagar meu humor e capacidade de concentração ficam muito melhores, então invento jeitos de garantir esse pequeno luxo.


Biscoitos certamente não contam, para todos os efeitos, como “comida séria”. São mimos, pequeninos presentes para receber alguém que vem tomar um chá, pra animar o café da manhã ou o lanche da tarde.
Então o primeiro requisito é que sejam gostosos. Depois, que sejam bonitos.

E, meninos, como existem jeitos variados de fazer algo ser bonito! A estampa nos biscoitos de hoje é feita com um rolo de massa entalhado In My Wood (customizado para ter os passarinhos do É o que tem pra hoje, com design da querida Taís Mahs).

Testei algumas receitas para encontrar esta aqui, que não leva nenhum produto animal (ou seja, é vegana, e por consequência é também sem lactose), não tem glúten, e segura a forma dos biscoitos lindamente.
Vamos a ela.


Tenho sorte de ter amigos com quem aprendo um monte de coisas. Por exemplo, uma moça que é minha amiga há uns 300 anos, a Flávia. A gente toda a vida troca receitas, e recomendações de leituras, e impressões sobre a vida de maneira geral.
Costumo considerar que, se estou indo com o milho, lá vem ela com o fubá. No caso de hoje, temos o leite de amendoim.
Do jeito que eu preparo, leva mais ou menos um dia. Do jeito dela, são só uns minutinhos – o que vem bem a calhar quando estou com um bolo no forno e lembro que me falta o leite para a calda.


Assim como na literatura, acredito que na culinária as traduções acontecem a toda hora. Essa tentativa de dizer a mesma coisa com palavras de outra língua (ou ingredientes de outra terra), sabe?
É claro que nunca fica a mesma coisa e, se me perdoam a falta de purismo, considero algumas versões “traduzidas” ficam muito melhores que o original.

Depois de anos convivendo com o maravilhoso molho pesto nos almoços de família, tive oportunidade de prova-lo em uma cantina italiana super tradicional de São Paulo – e não achei a menor graça.


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